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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

REFINO DA PRATA



 REFINO DA PRATA

Em um pequenino quintal de uma vila judaica, um refinador de metais observa atentamente os sulcos e veios do chumbo e de outros metais em pedaços de rocha tirados da profundeza da terra.
 
Seus olhos experientes percebem que misturado com o minério existe prata.
 
Prepara o fogo, pega o martelo e começa a esmagar a massa informe em pequenos pedaços.

Coloca tudo em um pequeno recipiente de barro chamado cadinho, que cuidadosamente é levado ao fogo no ponto exato.
 
Senta-se e espera, sem tirar os olhos do fogo, a prata é muito valorosa para perder-se por displicência.
 
O minério amolece e a prata, por sua menor fusão e maior densidade, é quem primeiro se funde, chiando e borbulhando ao liberar o oxigênio nela contido.

Nessa altura, as impurezas incrustadas desapegam-se, sobem à superfície e ficam bem à vista do refinador, que atento as lança fora.


Esse processo de limpeza se repete muitas vezes, até que um sorriso de satisfação se estampa na face cansada do fundidor.
 
O líquido prateado vai tomando forma e com tal consistência que se pode até ver o próprio reflexo nele com toda nitidez.
 
 

Finalmente a prata está refinada depois de um longo e doloroso processo carregado de paciência.
 O que antes era feio e grosseiro, tornou-se belo e precioso, mas teve que passar por duras  provações.

"Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata". (Sl.66.10)

Não há outro jeito.
Para se tornar prata, é preciso passar por provas de fogo, senão não há depuração.
 O teste de fogo expõe sujeiras e toda espécie de falhas e defeitos, a nada encobre, deixa tudo à mostra para todo mundo ver.



"O crisol (cadinho) é para a prata,e o forno para o ouro,mas o Senhor prova os corações". (Pv. 17.3)


Duas coisas são fundamentais no processo de depuração:

A primeira é que as escórias têm que ficar expostas à mercê da maledicência alheia;

A segunda é que elas têm que ser rejeitadas e, sem cerimônia, jogadas fora.

"Lança fora ao escarnecedor,e se irá a contenda,
e cessarão a questão e a vergonha". (Pv.19.10)

Só depois da cuidadosa depuração feita pelo fundidor é que a prata mostra todo o seu fulgor.

Deus - o cuidadoso refinador - não dá mole para as imundas escórias, até porque o brilho prateado de cada um corre o risco de ficar obscurecido se Ele assim não proceder.
Se a sujeira for deixada, a prata também se acomoda e logo será taxada de prata rejeitada porque estará cheia de impurezas.

"Já o fole se queimou, o chumbo se consumiu com o fogo; em vão fundiu o fundidor tão diligentemente, pois não são arrancados. Prata rejeitada lhes chamarão porque o Senhor os rejeitou". (Jr. 6.29-30)
 
O segredo é deixar-se limpar na faxina celestial, onde toda a impureza é recolhida, para deixar à vista o incrível fulgor pessoal.






TÉRCIO PAIVA FARIAS


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