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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EM NOME DA RELIGIÃO




 
Muito mal tem sido causado em nome da religião.




Esse é o mote constante do ateísta Richard Dawkins ao males do mundo.


Ainda bem que os atos cruéis cometidos em nome da religião, de maneira alguma, contestam a verdadeira fé.


Contestam, isto sim, a natureza decaída dos seres humanos - a verdadeira causadora de todos os males - que  acontecem sem precisar do bordão "em nome da religião" tão disseminado pelo ateísta-mor de plantão.



TÉRCIO PAIVA FARIAS


terça-feira, 24 de setembro de 2013

ADULTÉRIO DO MESMO JEITO




O adultério, para Jesus, podia acontecer num leito em um quarto fechado, ou em qualquer outro lugar.


O detalhe por ele alertado era que, muito antes do ato ser consumado na cama, já tinha sido, há tempos, praticado no fundo do coração.
 
 

Isso leva à suposição de que muitos, talvez, até nunca tenham experimentado a prática física do adultério, entretanto, na surdina, estão cansados de fazê-la acontecer no coração.

Adultério do mesmo jeito.


TÉRCIO PAIVA FARIAS

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MUITO MAL-EDUCADA







A morte não bate à porta e nem pede licença para entrar.

O profeta Jeremias disso se queixou:

"A morte subiu, penetrou pelas nossas janelas e invadiu as nossas fortalezas eliminando das ruas as crianças e das praças os rapazes." (Jr. 9.21)

Muito mal-educada essa tal de morte.


TÉRCIO PAIVA FARIAS


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VISITA DE ANJO

        
               Ontem desliguei a TV cedo.
               Fui aprender algumas coisas,
               Das quais fujo, tenho medo.

               Um anjo visitou-me na noite chuvosa,
               Não poderia ter sido mais perfeito.
               Saí de mim, para a mim voltar novamente,
               Deixando aberto o meu peito.

               Para mergulhar no mar que não sei,
               Para deixar-me aonde fiquei.
               E retornar aos saltos no escuro,
               Onde o lugar mais seguro,
               É o abraço de Deus.
               Afinal são d'Ele os sonhos meus...


                                Gláucia Carvalho
                                     (obrigada anjo!)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

LIGAÇÃO COM O DONO



LIGAÇÃO COM O DONO




"Você já ouviu o ganido de um cão por seu dono?
Naquele exato instante, o ganido é o único meio que ele dispõe de ligação com o dono.





Não tenha receio de exercitar-se nos clamores a Deus.
Trata-se de uma espécie de ganido, tal qual o do cão.
E, claro, também é a sua ligação com o dono.



TÉRCIO PAIVA FARIAS


PEGADINHA DA LEGALIDADE



PEGADINHA DA LEGALIDADE


Os fariseus, após intensos conchavos secretos, tentaram enredar o Mestre em suas próprias palavras.

Enviaram seus especialistas, reforçados por herodianos, com discurso irretocável e com tática de abordagem bem ensaiada, tudo na ponta da língua.

Na chegada, jogaram confete, serpentina, lança-perfume, um verdadeiro carnaval de palavras.


"Mestre, bem sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Tu não dás preferência a ninguém porque não consideras a aparência dos homens". (Mt. 22.16)

Após o oba-oba inicial, trataram de lançar o petardo ardilosamente arquitetado:


"É lícito pagar tributo a César ou não?"

A armadilha, cuidadosamente preparada, estava ativada.

Jesus, perceptivo como era, captou no ato a tentativa de pegá-lo em contradição, aproveitou então para escancarar os intentos escusos do bando.

"Por que me experimentais, hipócritas? Mostrem-me a moeda do tributo".

Estenderam-lhe rapidamente um denário.

Com gravidade, Jesus perguntou-lhe: 

"De quem é esta efígie e inscrição?"
  

  

A uma só voz, os fariseus responderam: 

"É de Tibério César, deus".

Com um certo ar de enfado e mofa, Jesus retrucou:

"Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". (Mt. 22.21)

Ouvindo isso, os espertinhos ficaram embasbacados, a tal ponto que trataram de puxar o carro e, de crista baixa, diga-se de passagem.

A pegadinha da legalidade não funcionou porque o real problema não era o imposto e tampouco seu pagamento.

O cerne da questão era a glória, a Glória de Deus.

Como o grupelho deve ter aprendido, a Glória de Deus nada tem a ver com dinheiro, emolumento, taxa, efígie, inscrição ou moeda.

A César, a vil moeda; a Deus, o coração.

A tão planejada pegadinha da legalidade foi mais um furo n'água dos ardilosos fariseus.


TÉRCIO PAIVA FARIAS

  

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

REFINO DA PRATA



 REFINO DA PRATA

Em um pequenino quintal de uma vila judaica, um refinador de metais observa atentamente os sulcos e veios do chumbo e de outros metais em pedaços de rocha tirados da profundeza da terra.
 
Seus olhos experientes percebem que misturado com o minério existe prata.
 
Prepara o fogo, pega o martelo e começa a esmagar a massa informe em pequenos pedaços.

Coloca tudo em um pequeno recipiente de barro chamado cadinho, que cuidadosamente é levado ao fogo no ponto exato.
 
Senta-se e espera, sem tirar os olhos do fogo, a prata é muito valorosa para perder-se por displicência.
 
O minério amolece e a prata, por sua menor fusão e maior densidade, é quem primeiro se funde, chiando e borbulhando ao liberar o oxigênio nela contido.

Nessa altura, as impurezas incrustadas desapegam-se, sobem à superfície e ficam bem à vista do refinador, que atento as lança fora.


Esse processo de limpeza se repete muitas vezes, até que um sorriso de satisfação se estampa na face cansada do fundidor.
 
O líquido prateado vai tomando forma e com tal consistência que se pode até ver o próprio reflexo nele com toda nitidez.
 
 

Finalmente a prata está refinada depois de um longo e doloroso processo carregado de paciência.
 O que antes era feio e grosseiro, tornou-se belo e precioso, mas teve que passar por duras  provações.

"Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata". (Sl.66.10)

Não há outro jeito.
Para se tornar prata, é preciso passar por provas de fogo, senão não há depuração.
 O teste de fogo expõe sujeiras e toda espécie de falhas e defeitos, a nada encobre, deixa tudo à mostra para todo mundo ver.



"O crisol (cadinho) é para a prata,e o forno para o ouro,mas o Senhor prova os corações". (Pv. 17.3)


Duas coisas são fundamentais no processo de depuração:

A primeira é que as escórias têm que ficar expostas à mercê da maledicência alheia;

A segunda é que elas têm que ser rejeitadas e, sem cerimônia, jogadas fora.

"Lança fora ao escarnecedor,e se irá a contenda,
e cessarão a questão e a vergonha". (Pv.19.10)

Só depois da cuidadosa depuração feita pelo fundidor é que a prata mostra todo o seu fulgor.

Deus - o cuidadoso refinador - não dá mole para as imundas escórias, até porque o brilho prateado de cada um corre o risco de ficar obscurecido se Ele assim não proceder.
Se a sujeira for deixada, a prata também se acomoda e logo será taxada de prata rejeitada porque estará cheia de impurezas.

"Já o fole se queimou, o chumbo se consumiu com o fogo; em vão fundiu o fundidor tão diligentemente, pois não são arrancados. Prata rejeitada lhes chamarão porque o Senhor os rejeitou". (Jr. 6.29-30)
 
O segredo é deixar-se limpar na faxina celestial, onde toda a impureza é recolhida, para deixar à vista o incrível fulgor pessoal.






TÉRCIO PAIVA FARIAS